sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O Bar.



Só vou ao Bar quando preciso. Funciona como um mimo, um conforto. Isto é, não é uma base diária. Acompanha um café e o Bushmills com gelo. É o da foto. Há vários tipos de copo, já sabem só bebo neste tipo. Não preciso de pedir, é-me servido. Todos os barmans sabem o meu nome e gosto pessoal. A música de fundo é boa, jazz, bossa, chill out (?). Digamos que acompanha a baixa luz, conferindo traquilidade. Poucos clientes, sempre os mesmos.

Vou lá por dois motivos. Em primeiro, por relaxamento puro. Sem pressão. Vejo o fumo da cigarrilha voar, saborei-o o whiskey. Em segundo, porque facilmente encontro clientes com quem se faz boa conversa banal. Em última análise ajuda-me relaxar a trivialidade dos temas.

Ontem, nuns breves minutos lembrei-me de ti (como vês já estás cá dentro), de ti não, de uma situação nossa, de ti são muitas vezes ao dia. A mirar o fumo, no meio de um travo de malte. Passou aquela música. Sim, a nossa. Não pedi, o barman também gosta.

Recordei o dia em que fizeste dezenas de quilómetros de noite só para me veres. Parei o carro junto ao teu no sítio combinado. Saí. Ligaste o cd do teu carro. Saíste do teu carro. Quando cheguei ao pé de ti, nem boa noite disseste. Com todo o charme do mundo:

- Dança comigo - disseste

- Não - respondi eu

Enfim... desculpa.

2 comentários:

  1. E agora, rejeitarias o convite?

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    1. "O caminho faz-se caminhando."
      Nós já caminhamos desde esse dia. Hoje não rejeitaria, nem dela, nem de nenhuma outra senhora. A ela vou compensa-la já amanhã. :)

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